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Associados elegem nova Diretoria da ABCZ

09/08/2013

Um pouco carioca, um pouco pernambucano, outro tanto mineiro e por último, baiano. É assim que gosta de se definir o novo presidente da ABCZ. Nascido no Rio de Janeiro/RJ, Luiz Cláudio de Souza Paranhos Ferreira tem origens rurais. Neto de agricultor, que investia em cana-de-açúcar na zona da mata de Pernambuco, Cau, como é conhecido, acompanhou desde cedo o trabalho
do pai com a pecuária seletiva, logo após a aquisição das primeiras matrizes nelore na década de 70. Instigado
a acompanhar de perto o trabalho de seleção na recém-adquirida fazenda Japaranduba de Minas na década de 80, em Uberaba/MG, Cau mudou-se para a cidade onde se formou em Zootecnia pela FAZU.
Em Minas, casou-se com Renata Camargos, com quem teve Gabriela e Bento, e na capital do zebu fixou residência. Atualmente, o presidente eleito da ABCZ se dedica ao projeto pecuário da família, concentrado na fazenda Japaranduba, no município de Muquém de São Francisco/BA.

Confira abaixo a entrevista com o presidente eleito da ABCZ que administrará a entidade no triênio 2013-2016.

O que os associados podem esperar da nova diretoria? Já existem prioridades a serem trabalhadas durante a gestão? Quais serão?

Luiz Cláudio de Souza Paranhos Ferreira: Os associados podem esperar uma diretoria extremamente comprometida com a promoção, o melhoramento genético e o Serviço de Registro Genealógico das Raças Zebuínas, que é a função essencial de qualquer diretoria da ABCZ. Quando começamos a compor a diretoria, buscamos pessoas com experiência de mercado, em todas as áreas onde o zebu possa atuar, e dispostas a contribuir com a melhoria contínua dos processos internos. Além disso, a ABCZ conta com uma equipe de colaboradores e executivos preparada para auxiliar a diretoria nas demandas e no trabalho diário da associação. A prioridade absoluta, sem dúvida, será o melhoramento genético, que é o principal aspecto onde podemos atuar de forma significativa com vistas a impactar diretamente a produção de carne e leite no Brasil. Além disso, daremos continuidade aos projetos iniciados das últimas gestões da ABCZ, como: a consolidação da ExpoZebu Dinâmica como referência na difusão de tecnologias aplicadas à pecuária, transformando a Estância Orestes Prata Tibery Júnior em uma referência no ciclo de produção pecuário, com centros de experimentação de produção de leite e engorda de zebuínos para abate; a realização de grandes eventos, como a ExpoZebu e a ExpoGenética, fundamentais para a promoção das raças zebuínas; a realização permanente de reuniões e eventos com a presença dos associados da ABCZ para melhorar a comunicação com a entidade, eventos que contarão sempre com a presença do presidente ou de um diretor e de representantes da área técnica; bem como investir cada vez mais no treinamento e na capacitação tanto dos colaboradores da ABCZ, quanto dos associados e seus colaboradores, profissionalizando cada vez mais a atividade pecuária. Também é uma prioridade apoiar os estudos para alavancar as vantagens competitivas do leite de zebuínos,
que pode ter grande ganho comercial através da identificação de rebanhos que produzam o leite A2 (não alergênico). Precisamos incentivar mais estudos, para validar e promover este nosso produto.

Você é um grande entusiasta do melhoramento genético, especialmente, do PMGZ. Qual a sua opinião sobre a seleção baseada nas pistas de julgamento? E qual a contribuição das avaliações genéticas para o processo de seleção?

LCSPF: A pista continua sendo fundamental no processo de seleção e comparação dos melhores trabalhos de melhoramento, pois é um momento importante para avaliar visualmente características não mensuráveis.
As Avaliações Genéticas vieram para somar e auxiliar no processo, a partir do resultado estimado do desempenho do animal. A pista e as avaliações genéticas não podem ser isoladas. Precisam sempre andar juntas, pois uma depende da outra. Além disso, as exposições são também fundamentais para a promoção das raças zebuínas, para a confraternização dos criadores e para a discussão do mercado junto a seus integrantes. A minha própria experiência mostra isso, afinal, a pista de julgamento, por muitos anos, foi o referencial da Japaranduba. É claro que, por serem atividades dinâmicas, tanto a pista como as avaliações genéticas precisam de ajustes e evoluções constantes.

No primeiro ano da sua gestão, a ExpoZebu e a ABCZ completarão 80 anos. A ABCZ está preparando alguma novidade para a ExpoZebu 2014?

LCSPF: Com certeza, tentaremos aproveitar esta data histórica ao máximo para promover as raças zebuínas e sua contribuição para a pecuária e a sociedade em geral. Já fomos procurados pela Prefeitura Municipal de Uberaba e a nossa ideia é fazer uma grande festa para todos que visitarem a exposição. Uma ideia é fazer o Zebufest, um festival de gastronomia que pretende reunir restaurantes de Uberaba para elaboração de pratos especialmente preparados tendo como base a carne e o leite de zebu. Essa é apenas uma ideia que será levada para discussão junto à diretoria e, com certeza, outras ideias surgirão. Além disso, os associados podem contribuir enviando sugestões para fazermos uma grande ExpoZebu.

A partir de 2014, a ABCZ passa a recomendar e incentivar o uso de receptoras zebuínas. Qual a sua opinião sobre a utilização de receptoras zebuínas? Você usa em sua propriedade?

LCSPF: Eu uso há muito tempo e acredito que as matrizes zebuínas são altamente capazes de criar bem e desmamar um excelente bezerro, porque elas podem ser selecionadas e melhoradas para características como habilidade maternal, temperamento, fertilidade etc. Espero que esta medida aumente a pressão de seleção na base do rebanho zebuíno. Quem trabalha com embrião certamente irá procurar matrizes zebuínas melhores, fomentando a melhoria da qualidade das matrizes e também um novo mercado para os criadores de zebu. Afinal, é legítimo que a ABCZ fomente o uso de receptoras zebuínas, barrigas de aluguel, que irão gerar a genética de ponta que produzimos.

Como procurou compor a sua diretoria?

LCSPF: Nós tivemos a felicidade de trazer pessoas que vão somar muito à ABCZ. O Ronaldo Venceslau Rodrigues da Cunha é um exemplo disso. Um produtor de grande escala, tanto de animais puros, como de animais de corte. Tem ampla experiência nesse mercado e com certeza vai somar muito, especialmente na relação com frigoríficos. O Rivaldo Machado Borges Júnior. também produtor de gado comercial e que tem uma excelente visão do meio sindical, irá nos ajudar muito, sobretudo no maior desenvolvimento do Pró-Genética. A Leda Garcia de Souza (também com sua experiência sindical) e o Frederico Cunha Mendes, ela zootecnista e ele médico veterinário, dois técnicos que serão importantes para nos ajudar a entender mais o mercado pecuário, sem contar a experiência familiar que ambos possuem. O Ronan Eustáquio da Silva, um grande selecionador com bom relacionamento e conhecimento do mercado, dos grandes leilões, das atividades promocionais nas exposições. O Adaldio Castilho, grande entusiasta das raças zebuínas, em especial da raça sindi, e também muito presente nas principais exposições e eventos de pecuária no Brasil. O Silvio Castro Cunha Júnior, com seu amplo conhecimento em levar o zebu para além de nossas fronteiras,
poderá nos ajudar muito na área comercial. Sem falar no próprio Arnaldo Manuel, vice-presidente, que além de ser uma pessoa muito bem relacionada com criadores de todas as raças zebuínas, é uma referência técnica unânime. Também continuaremos contando com o apoio de companheiros que já atuam na ABCZ, como o Jovelino Mineiro e o Mário de Almeida Franco Júnior, pessoas importantes e bem relacionadas que atuam diretamente no Relacionamento Institucional da ABCZ, em especial junto às esferas políticas. O Celso Barros Correia que se mostrou um grande articulador técnico, executando um brilhante trabalho na área técnica e no Colégio de Jurados. O Gabriel Prata Rezende, o Bill (Vilemondes Garcia), o José de Castro e o Toninho (Antônio de Salvo), que também têm ampla experiência como gestores de associações promocionais e como criadores. E o Tonico (Antônio José Prata Carvalho) que além da experiência como criador, também é muito bem relacionado com criadores e conhece muito bem os mercados de genética, leilão e o funcionamento das pistas de julgamento.

O que espera em relação aos conselheiros nos estados?

LCSPF: Uma ação importante que pretendemos ampliar nos próximos três anos é a realização de reuniões estaduais, fundamentais para melhorar a comunicação da ABCZ com os associados. E neste sentido, o apoio dos conselheiros é fundamental, pois além de levar a mensagem da ABCZ em suas regiões, têm a função também de mobilizar e levantar as demandas dos associados e apresentá-las à diretoria da ABCZ. Nós daremos total apoio a atuação dos conselheiros nos estados e procuraremos contar ao máximo com o trabalho de todos eles.


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